crazy horses
Ao despir e observar o corpo de uma mulher, Alain Bernardin encontrou o seu caminho. Certa vez ele disse “It was in undressing her (Miss Fortunia) one night after a gala that I understood the body of a woman would make my fortune.” e então ele criou o cabaré CRAZY HORSE.
O senso estético, seu conhecimento de música e dança tornaram a casa referência de uma linguagem única de striptease e uma lenda na noite de Paris, uma forma de arte que inspira outras formas de arte e permanece ativo na direção criativa de Ali Mahdavi e do coreógrafo Philippe Decouflé.
Na TANK Magazine deste mês tem um entrevista incrível com Ali Mahdavi e um editorial de Ellen von Unwerth, nos bastidores do último show, o Désirs.
* Alain Bernardin foi encontrado morto em seu escritório em 15 de Setembro de 1994, a tiros. aqui.
* Gostaria muito de saber quem desenvolve o figurino do Crazy Horse, quem souber e-mail: contato@veridianaberte.com
imagens: reprodução/ TANK Magazine
Jean Paul Gaultier Couture Fall 2010
Nos anos 50, no auge da alta-costura e por isso considerado os “anos dourados” do setor, eram 20 mil clientes pelo mundo e 106 casas que podiam usar este termo pela Câmara Sindical da Costura Parisiense. Atualmente, não passam de 200 consumidores pelo globo, em sua maioria árabes e norte-americanas que correspondem a 60%, a fiel clientela. O grande laboratório de novas idéias com o tempo só diminui, hoje são menos de 10 casas que desfilam em Paris. Eu jamais deixo de ver os desfiles porque considero como um guia do que será o ready-to-wear e sucessivamente todas as cadeias da Moda. Gostei de vários desfiles, mas vou falar de Gaultier porque também me identifico com sua proposta estética…
Diferente das suas últimas coleções, Gaultier resolveu falar de si mesmo, apoiado pela idéia desta mulher fatal e sexualizada que o acompanha desde o início da carreira…
exagero na silhueta e elementos icônicos formam a já conhecida proposta do “enfant terrible” da Moda…
Alguns detalhes: unhas longas, arredondadas e vermelhas, meia arrastão e Torre Eiffel no mais francês dos franceses…
A beleza clássica: batom vermelho, sombra preta, postiços e pele impecável. Gaultier ainda chamou a amiga e musa Dita Von Teese para apresentar sua parceria com a marca italiana de lingerie: LA PERLA.
Se existem muitas dúvidas em relação ao futuro, aposte no que já deu certo, Gaultier já deu a dica: Seja você mesmo.
Imagens: STYLE.COM
Regina Guerreiro
boa notícia para a Moda… Regina Guerreiro agora tem blog!
+ http://regina.guerreiro.blog.uol.com.br/
imagens: UOL
Ladies, it´s latex!
O látex é um material liso, à prova d´água e elástico, obtido mediante o tratamento químico da seiva da seringueira. Inventado no século XIX para uso comum como capas de chuva, chapéus e itens domésticos. Não havia obviamente, fetichistas por borracha antes deste tipo de roupa ter sido inventado. Uma propaganda em um jornal de Londres de 1870 oferecia um “camisão de dormir para cavalheiros, acompanhado de touca de dormir em tecido impermeável” que alegava “uma transpiração livre e saudável… e curava o reumatismo”. Fraudas de borracha para bebês datam de antes da Primeira Guerra Mundial, assim como roupas “saudáveis” ocasionais. Nos anos 20 uma variedade de roupas de borracha estava disponível na Alemanha, na Inglaterra e nos Estados Unidos.
O fetiche individual por borracha mais popular era o impermeável, uma capa de chuva de tecido emborrachado. Uma das organizações fetichistas mais antigas no mundo é a Mackintosh Society sediada na Inglaterra. Cartas sobre entusiastas por impermeáveis apareceram na London Life já em 1926 e continuaram por muitos anos. E qual era o mistério do impermeável? Entusiastas alegam se sentirem seguros quando a borracha aperta seus corpos, a “roupa punitiva”, outros dizem que o chiado da borracha é divino. Alguns autores sugerem que fetichistas por borrachas tendem a ser infantis ou masoquistas, respondendo a memórias infantis dolorosas mas excitantes de parafernália médica ou fixados nessse material como resultado do contato com outros tipos de objetos como lençóis, bicos de mamadeiras ainda na infância.
Já na Segunda Guerra Mundial havia indústrias de fundo de quintal começando a produzir camisas de borracha, espartilhos e outros artigos que “elasticamente se ajustavam à pessoa” e dão ênfase ao corpo. Assim como o espartilho, a borracha é considerada um fetiche constritivo, como todos os fetiches, tem fontes múltiplas de atração e vestida junto à pele é agradavelmente estimulante.
Desde mais ou menos 1970, os fabricantes têm se inclinado a substituir borracha por plástico, mas isso não acabou com o fetichismo por borracha, ao contrário aumentou a categoria por incluir o plástico, PVC e látex. A invenção do PVC foi especialmente importante porque tornou possível o “wet look”, acrescentanto um velho entusiasmo pois inevitavelmente também carrega a idéia de fetichismo. Nos anos 60 a estilista Mary Quant fez uma coleção de wet look. Com roupas de látex a aparência é sensual, ele transforma o corpo todo numa superfície erógena lubrificante e embaçam a linha divisória entre fetiche e moda.
O movimento da moda que valoriza a consciência do corpo já provou que a silhueta colada à pele é atraente para uma ampla audiência e está em evidência, cantoras pop como Lady Gaga, Beyoncé e Christina Aguilera usam e abusam das roupas de látex em seus vídeos.
Dansk Magazine / Christina Aguilera veste Atsuko Kudo.
Sang Bleu Magazine – Atsuko Kudo
Atsuko Kudo corset dress/ Dazed and Confused Magazine, luvas Atsuko Kudo.
Lady Gaga veste Atsuko Kudo.
* Atsuko Kudo é referência em roupas de látex, as peças são perfeitamente construídas em estampas e cores diferentes.
Imagens: reprodução / just jared
Pesquisa e texto: Veridiana Berté /Fetiche - Moda, Sexo e Poder, Valerie Steele

























